Toneladas de organismos não-nativos, patogênicos e outros trazidos na água de lastro dos navios que aportam no Brasil podem causar sérios riscos ao meio-ambiente e a economia, danificando ecossistemas locais e estruturas físicas dos portos.
Diferente dos derramamentos de óleo e outros tipos de poluição marinha causados pela navegação, organismos exóticos e espécies marinhas não podem ser removidas manualmente ou absorvidas pelo oceano.
Uma vez introduzidas, pode ser virtualmente impossível eliminar e posteriormente podem causar um colapso ecológico.
mexilhão zebra
Ctenóforo
Exemplos específicos incluem a introdução do mexilhão zebra europeu (Dreissena polymorpha) nos grandes lagos, na América do Norte, resultando num gasto de bilhóes de dólares no controle da poluição e limpeza das estruturas submarinas infectadas e tubulações.
A introdução do Ctenóforo (Mnemiopsis leidyi) no Mar negro e no Mar de Azov, causando a quase extinção da pesca de anchovas e espadartes.
A bactéria do Cólera (Vibrio cholerae) foi transportada da Ásia para águas costeiras na América Latina, provavelmente através da descarga de água de lastro.
Dinoflagelados do sudeste asiático do gênero Gymnodinium e Alexandrium que podem causar um tipo de envenenamento paralisante em seres humanos que os consomem
Moluscos contaminados têm infestado as águas australianas, prejudicando a pesca de mariscos e outras espécies de valor comercial.
Mundialmente, é estimado que em torno de 10 bilhões de toneladas de água de lastro são transportados por ano. Cada navio pode carregar de algumas centenas de litros a mais de 100.000 toneladas de água de lastro, dependendo do tamanho e propósito do navio.
É estimado que a água de lastro possa estar transportando mais de 3000 a 7000 espécies de animais e plantas por dia em todo o mundo.